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FILME: Obras do IV Panamericano no YCSA 1962-1963.

O filme gravado entre os anos de 1962 e 1963, registra praticamente um ano de obras preparativas para o Yacht Club Santo Amaro – YCSA sediar as provas de vela do IV Jogos Pan-americanos de 1963. Seria o maior evento esportivo já realizado na cidade de São Paulo.

Como mostra o filme, as obras trouxeram inúmeras melhorias para a sede do YCSA entre as quais, destacam-se: a construção da piscina no formato do mapa do Estado de São Paulo com cortina d’água, totalmente custeada por quatro sócios; novos vestiários; banheiros; alojamentos para os iatistas e a dragagem do canal de acesso ao hangar de veleiros. Durante os meses de seca em São Paulo, justamente quando os jogos seriam realizados, baixa o nível da represa, dificultando o acesso dos barcos a água. As obras custaram caro, mas entrou em cena um sistema de cooperação coletiva. Os sócios doaram material elétrico, cerâmicas, tijolos, telhas, madeiras azulejos.

Com estas contribuições, o Clube precisou desembolsar apenas 1/3 do valor real necessário para realizar as melhorias. A construção do canal de acesso ao hangar, foi o capítulo mais complicado do conjunto de obras. A operação para trazer uma draga que operava no Rio Tietê atravessando a cidade, durou três dias, cortando centenas de cabos elétricos e telefônicos, acabou se traduzindo numa verdadeira operação de guerra. A terra retirada foi colocada ao lado, formando uma península gramada.

As obras foram inauguradas no dia 14 de Abril de 1963 ao som da Banda da Polícia Civil do Estado de São Paulo, com a participação da Diretoria, Sócios do YCSA, autoridades políticas e esportivas. A festa acabou dentro da piscina. Crianças e adultos engravatados na comemoração, foram jogados na água, inclusive o Comodoro Ernesto Reibel.

Para saber mais sobre o YCSA consulte: http://rumoaomar.org.br/clubes/yacht-club-santo-amaro-ycsa-88-anos

História do Iatismo no Rio de Janeiro. A arte que se tornou esporte.

Com imagens do início dos anos 60, o filme é uma homenagem ao Almte. Dantas Torres, então Presidente da Confederação Brasileira de Vela e Motor. 

Participaram da produção do filme Ronaldo Richers e José Roberto Braile. O veleiro da abertura e as imagens na cozinha, são do primeiro barco Saga. Na cozinha aparece o mestre cuca Guguta e, na roda do leme o Vicente Brun.

O filme conta os primórdios do esporte da vela no Rio de Janeiro e tece as suas considerações, nos informando:

– o esporte da vela, resume todas as tradições e os aperfeiçoamentos tecnológicos conquistados pela humanidade ao longo dos séculos no que diz respeito a embarcações que usam o vento como força propulsora;
– o barco é como um instrumento musical, precisa estar muito bem afinado, para poder obter o melhor aproveitamento do vento como força propulsora;
– muito importante numa prova oceânica são os cálculos de navegação precisos, que dão a sua posição no mar e definem os seus rumos;
– instrumentos medem a velocidade do barco, a intensidade e direção dos ventos, variações meteorológicas, dando informações que possibilitam a tripulação melhorar o rendimento do barco em qualquer condição de tempo ou mar;
– fundamentalmente o desporto da vela consiste em manobrar e dirigir segundo a própria vontade, uma embarcação cuja propulsão é assegurada exclusivamente pela força do vento captada pelas velas;
– é necessário um profundo conhecimento dos elementos utilizados: água, vento e o barco; 
– a fiscalização da regata, é feita pela consciência de cada competidor. Um simples toque  em uma boia de marcação do percurso, mesmo sem ser visto pelos outros concorrentes, representa a desclassificação e, o infrator invariavelmente abandona a prova, o que acontece com bastante frequência;
– quando do lançamento deste filme, todos sabiam que o Brasil já era bi campeão mundial de futebol, mas não sabiam que ao mesmo tempo, já éramos Tri Campeão Mundial na Classe Pinguim; mantínhamos o domínio mundial na Classe Snipe com vitória em  quatro Campeonatos do Hemisfério Ocidental, todos os Campeonatos Pan-Americanos e o Tetra Campeonato Mundial; Medalha de Bronze na Olimpíada do México no Flying Dutchman; Vice Campeão Mundial na Classe Finn; várias vezes Campeão Sul Americano na Classe Star e conclui afirmando: o brasileiro também é bom na vela.

Reinaldo Conrad: a origem do iatismo vencedor

O iatista Reinaldo Conrad, aprendeu a velejar na represa de Guarapiranga (SP) em ambiente propício, criado pelos agremiados do Yacht Club Santo Amaro – YCSA. Tornou-se em 1968 nos Jogos Olímpicos realizados na cidade do México, o primeiro medalhista olímpico da vela brasileira, conquistando o bronze. Em 1976, nas Olimpíadas de Montreal, repetiu a dose. Ao todo, competiu em cinco edições dos Jogos Olímpicos.

É interessante ressaltar que a vela brasileira, foi a modalidade olímpica com o maior número de medalhas, até os Jogos de 2012 em Londres quando perdeu a hegemonia. Hoje, com um total de 18 medalhas (7 de ouro, 4 de prata e 7 de bronze), ocupa no ranking das medalhas olímpicas brasileiras, a terceira posição, atrás do vôlei com 23 e do judô com 22.

Neste vídeo, Reinaldo comenta sobre as características que diferenciam  um “velejador de ponta” dos demais concorrentes, a origem deste diferencial, como se chega a esta caracterização, a busca incansável do barco mais rápido para as condições de cada competição. Avalia também, qual teria sido sua “motivação primeira”, a força que o impulsionava a estar permanentemente testando novas ideias, novas combinações enfim, o aperfeiçoamento. Observa, que tudo teve origem na sua paixão pelo vento, que lhe trazia paz e muitas vezes, o sucesso. Com esta percepção, tira algumas conclusões:

“O que mais interessa ao velejador, é o contato com a água, o vento, a natureza. Não é o barco ou a vela (meros instrumentos). Você está se libertando … É você com o vento, com o mar. A motivação primeira, vem daí” .

As perigosas “ondas camelos” na Ilha da Trindade

Em várias partes da ilha, num mar de aparente calma, repentinamente crescem ondas altas e fortes. Elas vem em dupla, como a corcunda do camelo e, arrastam vítimas para o mar sem aviso prévio.

Esse fenômeno comum em ilhas oceânicas, é responsável por pelo menos 9 dos 17 óbitos no Arquipélago de Trindade e Martim Vaz, desde que a Marinha iniciou estes registros. Trindade, é o local habitado mais a leste de todo o território brasileiro, onde primeiro nasce o sol no Brasil.

A Ilha da Trindade foi descoberta em 1501, pelo navegador português João da Nova e batizada por Estevão da Gama um ano depois, com o nome que conserva até hoje, em homenagem à Santíssima Trindade, em função das três elevações mais conspícuas, que se avistam à distância. O ponto mais alto é o pico São Bonifácio, com cerca de 625 metros de altura.

Com a proclamação da independência, em 1822, a ilha foi incorporada ao território brasileiro. Em 1895, os ingleses a ocuparam mais uma vez, com a justificativa de estabelecer uma estação de cabo submarino interligando Inglaterra e Argentina. A esta altura, a recente República brasileira, com o apoio português, realizou gestões diplomáticas junto à Inglaterra para reaver a posse da ilha, o que aconteceu em 1897. O episódio ficou registrado na ilha, com um “marco da soberania”, colocado na praia dos Andradas, com a inscrição: “O direito vence a força”.

Em 1916, Trindade foi ocupada por brasileiros, na 1a Guerra Mundial, com o objetivo de impedir a sua utilização por navios adversários. Em 1941, por ocasião da 2a Guerra Mundial, foi novamente guarnecida, para impedir que os submarinos inimigos a utilizassem como base de apoio.

Finalmente, em 1950, uma expedição científica foi enviada para planejar a ocupação permanente da Ilha. Em 1957, foi criado o Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade – POIT e, desde então, a Marinha garante sua posse efetiva para o Brasil.

Leia mais em
https://www.marinha.mil.br/secirm/protrindade

Drake: O mar mais perigoso do mundo

A passagem de Drake, anteriormente denominada estreito de Drake, situa-se entre a extremidade sul da América do Sul e a Antártica, com cerca de 650 km de extensão, ligando os dois continentes e, os oceanos Atlântico e Pacífico. É um dos mares com as condições marítimas mais extremas do mundo, ondas de até 10 metros, ventos fortes e gelados, frequentes tempestades violentas e, uma correnteza muitas vezes superior a do rio Amazonas. Ao longo de centenas de anos, permanece o mar mais temido dos navegadores.

A passagem tem este nome em homenagem ao explorador britânico Francis Drake (século XVI) que ironicamente, nunca utilizou esta rota.

Baleias, golfinhos e numerosas aves marinhas, são os animais que vivem na passagem de Drake.

Amazônia azul no Jornal Nacional

A área oceânica brasileira é chamada de Amazônia Azul por ser quase tão grande quanto a floresta amazônica, que cobre boa parte do nosso país. São 4.489.919 km² de área, formada mais 950 mil km² de plataforma continental e por mais de 3.000.000 de km² de Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Esses espaços marítimos correspondem a 52% do tamanho das terras do continente.

O correspondente territorial maritimo da Amazônia Azul foi declarado território brasileiro em 1982, na Convenção das Nações Unidas sobre os direitos do mar (CNUDM) e ratificada pelo Brasil, apesar de nem todos os países terem assinado a convenção ainda – o que não diminui a importância dessa área para o país.

16 de novembro foi o dia nacional da Amazônia Azul, a data foi escolhida em homenagem à entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, em 16 de novembro de 1994.

Trindade a Primeira Fronteira

A Marinha do Brasil ocupa e protege a Ilha da Trindade e o arquipélago de Martin Vaz de forma contínua, desde 1957. As Ilhas não tem moradores fixos mas recebem pesquisadores de diversas áreas de conhecimento para estudos e pesquisas.

Por sua localização, em latitude próxima das principais bacias petrolíferas e da região de maior desenvolvimento econômico e concentração populacional do país, a Ilha de Trindade e o arquipélago de Martin Vaz constituem um posto avançado, para a Defesa Nacional e ao emprego do Poder Naval. Em especial como ponto de apoio em operações no Atlântico Sul, em proteção às linhas de comunicação marítima em águas jurisdicionais brasileiras.

A ilha de Trindade juntamente com o arquipélago de Martin Vaz, acrescem a ZEE – Zona Econômica Exclusiva e, à chamada “Amazônia Azul”, uma área equivalente a 430.000 km² entorno delas.

O filme aborda a expedição realizada em junho deste ano, capitaneada por Marcelo Szpílman, Diretor presidente do Aquário Marinho do Rio às ilhas oceânicas que formam a nossa “Primeira Fronteira”, com o objetivo de trazer algumas espécies de peixes da região, para exposição no AquaRio.

Teaser Antartica por um Ano

Antártica por um ano é um documentário de longa-metragem sobre a experiência de um grupo de brasileiros que permaneceu por um ano ininterrupto na Estação Antártica Comandante Ferra (EACF), integrando o projeto antártico brasileiro vinculado à Marinha do Brasil. É única a experiência desses homens e mulheres que enfrentam, longe de suas famílias, o longo e duro inverno antártico, em que as temperaturas na Ilha Rei George podem chegar abaixo de -25ºC e os ventos a mais de 100 km/h.

Versão Completa: aqui

Velas LatinoAmerica

O Brasil recebeu entre os dias 25 de março e 1º de abril deste ano, no Porto do Rio de Janeiro, a etapa brasileira do evento “Velas Latinoamérica 2018”. O evento reuniu seis Navios Veleiros estrangeiros e o Navio Veleiro “Cisne Branco”, que ficaram atracados no Cais do Píer Mauá. Durante este período, os navios ficaram abertos à visitação gratuita do público.

Os Navios Veleiros continuarão navegando pelos mares da América do Sul e do Caribe e realizarão visitas aos mais importantes portos e cidades da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Curaçao, Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. O evento tem como objetivo reforçar os laços de amizade entre os países da América Latina

Amazônia Azul

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar estabelece que é um direito exclusivo do país costeiro a exploração dos recursos naturais, vivos ou não vivos, existentes no leito do mar, em suas águas sobrejacentes e no seu subsolo, numa faixa marítima de 370 Km (200 milhas náuticas) de largura, chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE).
  
Neste vídeo, faremos um passeio sobre este universo de potencialidades denominado “Amazônia Azul” e iremos conhecer a atuação da Marinha do Brasil neste complexo cenário. 

A Alma de Um Marinheiro

Entenda a alma de um marinheiro. Neste vídeo, o Comandante Parreira Fontes conta como se sente ao servir à pátria por meio da Marinha do Brasil.

Documentário “Luz Verde no Convoo”

No dia 23 de agosto, a Aviação Naval completou 100 anos. Comemorando esta data especial, o Centro de Comunicação Social da Marinha – CCSM produziu o filme “LUZ VERDE NO CONVOO” que conta os principais marcos de uma rica história que começou no ano de 1916 com a criação da Escola de Aviação Naval no Rio de Janeiro, iniciativa do então  Ministro da Marinha Almirante Alexandrino Faria de Alencar. O pioneirismo no emprego de aeronaves militares no Brasil, em prol da segurança e do desenvolvimento nacional, contribuiu para o desbravamento das rotas aéreas sendo a experiência, precursora do atual Correio Aéreo Nacional. As aeronaves estiveram também em operações de patrulha em defesa do nosso litoral e áreas fronteiriças.

Jurupema resgate no oceano Índico

“Comandante da Marinha Mercante Brasileira resgata 26 náufragos do navio “SUNDANCE” de bandeira Cipriótica no Oceano Índico, em meio a tempestade com ventos força nove na “Escala Beaufort” e vagas de oito a nove metros de amplitude”. Veja o filme e leia o relato do Comandante Luiz Augusto C. Ventura.

Os Navios da Esperança

As viagens dos Navios da Esperança são contadas há muito tempo pela Marinha do Brasil. Porém, este vídeo permitirá que você se emocione com a vida de brasileiros que mantém a nossa soberania nas terras do interior da Amazônia. Qualquer pensamento ou ideia durante a aventura
que está mostrada nas imagens reais poderá abrir possibilidades e palpites, que ficarão voando ao redor de sua imaginação. Ao final contará uma história com sentimento e a certeza que existe esperança em uma das áreas mais carentes do Brasil.

Trindade – Onde começa o Brasil

Ilha Brasileira que foi erguida há 3,5 milhões de anos atrás. Diversidade, clima agradável, importância estratégica e econômica a tornam única no País. Percorra uma vez do começo ao fim este vídeo, sem parar, observando as atrações naturais e fatos que empolgam e emocionam qualquer Brasileiro. Será uma viagem prazerosa e você poderá conhecer e ficar perplexo com o “Pirajá” e a possível existência de um Mar Vivo, conforme falam os moradores da Ilha.

A Amazônia Azul – Nossa última fronteira

A Amazônia Azul é um patrimônio brasileiro. Os recursos naturais existentes nesta área estão contribuindo e poderão contribuir ainda mais, para grandes conquistas nacionais. Caso você seja um novato, nunca ouviu falar ou não se interessou por este tesouro, assista ao vídeo e construa uma esperança ansiosa, procure uma utilidade nas imagens e assim poderá surgir uma história pessoal com a Amazônia Azul cujo valor será inestimável.