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PASSEIO MARÍTIMO REALIZADO NO DIA 30 DE NOVEMBRO 2016 COM A ESCOLA MUNICIPAL CASTELO BRANCO DE SÃO GONÇALO

Histórico do Rebocador Laurindo Pitta

O Instituto Rumo ao Mar – RUMAR, realizou mais um passeio cultural na baia de Guanabara, em companhia dos alunos da Escola Municipal Castelo Branco de São Gonçalo. Desta vez, à bordo do navio-museu Laurindo Pitta construído na Inglaterra, em 1910. Navio este, que participou em tarefas de apoio da Primeira Guerra Mundial em 1918 e, sendo, o último remanescente da Divisão Naval em Operações de Guerra. Trata-se de um rebocador de alto-mar com 39m de comprimento, 8m de boca, desloca 514 toneladas e atinge a velocidade máxima de 11 nós (correspondendo a cerca de 20 km/h). Posteriormente, prestou serviço de rebocador ao Arsenal da Marinha e à Base Naval do Rio de Janeiro, até o início da década de 90. Em 1997, a Marinha do Brasil reformou o navio adaptando-o ao turismo, introduzindo 90 assentos para passageiros. Desde então, vem sendo empregado na realização de Passeios Marítimos pela Baía de Guanabara.

O Passeio

Fomos conduzidos no trajeto, ao largo das Ilhas das Cobras, Fiscal, das Enxadas e Villegagnon e, da cidade de Niterói. Uma Guia Turística abordava a história de cada ilha e suas utilizações pela Marinha do Brasil, apresentando as suas curiosidades e histórias, interagindo a todo momento com o grupo.

Durante o trajeto vivemos aventuras que poderiam tranquilamente ser classificadas como quixotescas devido a intemperes, batalhas de capa e espada, bomba e etc. Faço esse divertido parâmetro com tão emblemático personagem da literatura clássica espanhola, pois durante o evento aconteceram coisas no mínimo curiosas: frio, uma chuva fina, vento, alegria … sim alegria. A chuva pouco mais grossa que uma garoa, invadia o convés mas, não era nem de longe empecilho à excitação que pairava sobre a embarcação e, contagiava a todos que ali estavam servindo de tempero para a água que caia do firmamento.

O passeio a bordo do Rebocador Laurindo Pitta, permitiu a todos nós avistar, de ângulos privilegiados, os principais pontos turísticos e históricos da cidade da Cidade Maravilhosa. Vejam o Roteiro do Passeio:

O Roteiro Marítimo do passeio (Selecione os itens abaixo):

1. Espaço Cultural da Marinha
2.
Estação das Barcas
3.
Aeroporto Santos-Dumont
4.
Escola Naval
5.
Aterro do Flamengo
6.
Pão de Açúcar
7.
Fortaleza de São João
8.
Ilha da Laje
9.
Fortaleza de Santa Cruz
10 .
Museu de Arte Contemporânea
11.
Ilha de Boa Viagem
12.
Niterói
13.
Diretoria de Hidrografia e Navegação
14.
Ponte Rio-Niterói
15.
Ilha das Enxadas
16.
Ilha Fiscal
17.
Ilha das Cobras

UM POUCO DE HISTÓRIA

Espaço Cultural da Marinha

Fizemos uma verdadeira viagem na história da Marinha e do Brasil. No Espaço Cultural da Marinha, localizado bem no coração do Boulevard Olímpico, ponto de partida e chegada do passeio, conhecemos o Navio-Museu “Bauru”, o Submarino-Museu “Riachuelo”, o modelo da Nau dos Descobrimentos, o carro de combate “Cascavel” e o Helicóptero-Museu “Sea King”.

Navio-Museu Bauru

Construído em Nova Jersey (EUA), foi lançado ao mar em 15 de setembro de 1943, e incorporado à Marinha americana em 11 de outubro do mesmo ano com o nome de McAnn.

Prestou serviços à Marinha americana até agosto de 1944, quando foi transferido para a Marinha do Brasil, recebendo o nome de Bauru em homenagem à cidade paulista de Bauru.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Contratorpedeiro-Escolta Bauru participou de comboios e efetuou missões de apoio no transporte de tropas e patrulhamento em zonas de guerra.

Terminado o conflito, foi incorporado à Flotilha de Contratorpedeiros e, posteriormente, ao Esquadrão de Avisos Oceânicos, onde continuou a cumprir importantes e diversificadas missões quando finalmente em 1982 após sofrer reformas e adaptações, foi transformado em navio-museu e, aberto à visitação pública.

Nos seus quase 40 anos de atividade, o Bauru navegou 295.405 milhas, perfazendo 1.423 dias de mar.

Submarino-Museu Riachuelo

Construído em 1973, na Inglaterra, o Submarino Riachuelo foi lançado ao mar em 6 de setembro de 1975, e incorporado à Armada brasileira em 27 de janeiro de 1977.

Sétimo navio da Marinha do Brasil a ostentar este nome, recorda a Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida nas proximidades do riacho de mesmo nome, sob o comando do Almirante Barroso, no dia 11 de junho de 1865.

Submarino da classe Oberon, trouxe um grande avanço no domínio de técnicas para os procedimentos operativos, demarcando uma nova etapa na história da nossa Força de Submarinos.

Após 20 anos de operatividade, em 12 de novembro de 1997 foi desincorporado do Serviço Ativo da Armada, sendo reclassificado como Submarino-Museu.

Helicóptero-Museu Sea King (Rei do Mar)

O helicóptero antissubmarino SH3 Sea King (Rei do Mar), funciona como museu desde 2005, estando aberto à visitação pública no pátio do Espaço Cultural da Marinha.

Equipado com sonar, o Sea King é empregado para identificar ameaças submarinas. Existem vários deles ainda em serviço na MB.

Utilizado por Marinhas do mundo inteiro, este helicóptero é considerado ideal para operações de salvamento. Foi muito usado na recuperação de cápsulas Apollo do programa espacial norte-americano.

Nau dos Descobrimentos

O modelo em escala aproximada de uma nau da “Era dos Descobrimentos”, é mais uma atração do Espaço Cultural da Marinha.

Adaptada cenograficamente, por meio de um projeto da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, baseou-se em fontes iconográficas do século XVI. A Nau abriga ainda uma exposição sobre a vida a bordo no final do século XV e início do XVI.

Ao visitá-la, é como voltássemos no tempo das viagens, na era das grandes navegações, quando ocorreu o descobrimento do Continente Americano, ponto de inflexão na História da Humanidade. No impulso de uma orientação imperceptível, Cabral abandona o caminho das Índias e entre o céu eu mar, nas imensidades do Infinito, orientado pelo Cruzeiro do Sul, altera o rumo para oeste, vindo finalmente a desembarcar nas areias de Porto Seguro, na Terra de Vera Cruz. Inicia-se neste ponto a História do Novo Mundo e, particularmente, a epopeia dos habitantes do território de oito milhões e meio de quilômetros quadrados e oito mil quilômetros de costa marítima, chamado Brasil.

Ilha Fiscal

Transferida para a Marinha pelo Ministério da Fazenda, em 1913, a Ilha é hoje parte do Complexo Cultural do Serviço de Documentação da Marinha (DPHDM). Foi cenário do evento que ficou conhecido como “O Último Baile do Império”, realizado alguns dias antes da Proclamação da República. A Ilha Fiscal continua sendo um elo entre o presente e o passado. O castelinho como é chamado por muitos, testemunha de tantos fatos históricos, é hoje uma importante atração turística do Rio de Janeiro. Lá são realizadas exposições temporárias, contando a participação da Marinha do Brasil no desenvolvimento econômico e social do País.

Por Cassiano Fernandez*

* É Jornalista, formado em 2012 pela FACHA – Faculdades Integradas Hélio Alonso e hoje trabalha na NBS – Agência de Publicidade no Projeto Social Rio+Rio, que se propõe a “acompanhar as mudanças da sociedade carioca do ponto de vista das pessoas” .